Porque P8?

Resolvi inventar um apelido pra mim. Algo diferente, porém discreto. Algo que se destaque perante uma lista de nomes, mas não muito. Nomes compridos são metidos demais. P8 é simpático, curioso, simples, direto e instigante.

P de Pedro, meu nome que gosto muito e aprendi a viver em volta dele. A letra P é firme e decidida. Une os lábios com força. Só solta a voz quando tem certeza.

8 é o número que escolhi para me acompanhar. Como todo menino brasileiro, tinha o sonho de ser jogador de futebol, gostava de jogar no meio-campo e tinha os números 7 e 8 como preferidos.

Quando eu tinha 13 anos, fui jogar um campeonato de futebol e tive de escolher um número. Preferi o 8, pois era mais despretensioso, o 7 tinha muitos pretendentes. Além disso, 8 pode significar infinito. Pode ser desmembrado em 3, em É, em 0(zeros). A multiplicidade me fascina.

Com 14 anos comecei a fazer kung fu e aprendi que as formas redondas eram melhores respostas para a vida. Um soco deve ser desviado, e não, combatido. Círculos são ciclos, tem o lado ruim, mas sempre volta ao lado bom. Yin Yang. O 8 não tem pontas.

O Kung Fu teve grande importância na minha vida, assim como as filosofias chinesas que aprendi através desta arte. Então, saber que os chineses assinam o número 8 como um número de sorte, gera mais uma afirmação de que estou no caminho certo. O meu.


P8 é a minha personalidade que busco descobrir e desenvolver diariamente.
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